Duas notícias se cruzam e nos permitem ricas reflexões sobre o rumo da escola.
A primeira notícia é sobre uma pesquisa que há um mês informou que os coordenadores pedagógicos, que deveriam estar capacitando e atualizando os professores, se envolvem com várias das rotinas da escola e fazem de tudo menos capacitar e qualificar professores. (ver pesquisa ao final).
A outra notícia, embora do ano passado, circulou de novo, esta semana, em vários blogs cariocas, dando conta de que o Colégio Militar do Rio de Janeiro é o que mais manda alunos para Harvard. Os posts sobre o assunto repetem, todos, que isto é resultado de uma forte base pedagógica que tem o Colégio Militar e de uma ação integrada entre pais e escola na busca da formação de cidadãos conscientes, patrióticos, ajustados à sociedade. Ideal que era de nossos avós, lembram-se? E que hoje estão perdidos. Mas que, talvez, não se coadunem mais com uma sociedade que está baseada na individualidade.
Enfim, a reflexão que fica é: a escola está perdididinha… pesquisas de tudo que é tipo surgem, comentários de toda ordem, comparações, críticas, enfim, é o ó do borogodó como se dizia antigamente…
A outra reflexão é: será que poderíamos voltar àqueles valores dos nossos pais, hoje?
No caso do Colégio Militar e de Harvard, é possível fazer outra reflexão derivada: existe uma conveniência entre os interesses norte-americanos e os militares no Brasil… Ou viajei?
Finalmente, uma última reflexão: pode ser que esteja na hora de buscarmos um novo alicerce para a escola, uma educação centrada em uma consciência planetária, ou seja, vazar as janelas da escola e ir direto para o cosmos. Pode ser que voltemos refrescados, entusiasmados (no sentido de ter alegria na alma) e que criemos então uma escola verdadeira que volte a interessar alunos, pais, professores e coordenadores…
Ficam aí minhas reflexões para que você faça as suas e, se quiser, nos conte.
** Pesquisa citada (divulgada em 3 jun 2011): “O Coordenador Pedagógico e a Formação de Professores: intenções, tensões e contradições”, realizada pela Fundação Victor Civita (FVC) em parceria com a Fundação Carlos Chagas (FCC).
Sejam os reis do espírito e alarguem o limite de seus pensamentos até a escala planetária.
HELENA ROERICH
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Bom dia,
Pesquisando no google sobre “colégio militar” e “Harvard”, encontrei seu post e resolvi fazer alguns comentários.
Sobre o desempenho dos alunos aprovados no processo seletivo para Harvard, a senhora diz: “é resultado de uma forte base pedagógica que tem o Colégio Militar e de uma ação integrada entre pais e escola na busca da formação de cidadãos conscientes, patrióticos, ajustados à sociedade. Ideal que era de nossos avós, lembram-se? E que hoje estão perdidos” e diz ainda mais: “A outra reflexão é: será que poderíamos voltar àqueles valores dos nossos pais, hoje?”
Respondo que é possível, pois acredito que “os valores de nossos pais”, que a senhora menciona, na realidade são valores atemporais de uma sociedade organizada em busca do desenvolvimento humano, entretanto concordo que os mesmos estão perdidos literalmente.
Quais seriam esses valores que a senhora menciona?
- “forte base pedagógica”, que indica objetividade no ensino, que vai de encontro com sua sugestão de “consciência planetária” e de ” vazar as janelas da escola e ir direto para o cosmos”. O que não precisamos é dessa falta de objetividade que dispersa, dilui, pulveriza a educação.
- “ação integrada entre pais e escola”: uma das chagas de nossa sociedade atual é o “abandono” dos dos alunos nas escolas por pais que acreditam ser a escola a única responsável na formação do cidadão. Fato que tem criado verdadeiros “monstrinhos” aéticos e amorais.
- “formação de cidadãos conscientes, patrióticos, ajustados à sociedade”: A consciência os tornam livres e donos de seus rumos na vida, livres de “cabestros” dos mais variados. O patriotismo, desde que não seja exacerbado, os motivam a desejar o melhor para o nosso país.
A senhora também faz um questionamento sobre a possível “conveniência entre os interesses norte-americanos e os militares no Brasil” referindo-se ao excelente desempenho dos alunos egressos dos Colégios militares. A credito que esse tipo de dúvida deva-se à falta de conhecimento sobre a qualidade dos alunos formados no sistema de ensino dos Colégios militares em todo o Brasil.
Att
Marcelo Costa
Sugiro a leitura dessa reportagem de 2009 que informa um pouco sobre aspectos do ensino nos colégios militares:
http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1101958-5604,00-MELHORES+ESCOLAS+DO+DF+ATRIBUEM+BOAS+NOTAS+A+AVALIACOES+INTERDISCIPLINARES.html
Exemplo de um ex-aluno do Colégio Militar
http://www.estudar.org.br/pt/historias-inspiradoras.php