O livro de Augusto Cury, cujo título é o mesmo do post, é isso mesmo que parece: fala da educação que Maria deu a Jesus, elencando dez princípios que, segundo os estudos dele, teriam sido utilizados por ela para esta educação de uma criança tão diferenciada.
Ao final do livro, você tem uma sensação de ter feito um vôo rasante pelo feminino. Este feminino do qual o planeta anda tão necessitado. O livro parece meio difuso, tanto que você não consegue, ao seu final, descrever os tais de dez princípios. O feminino, contudo, é assim. Difuso, intuitivo, descontínuo. Mérito enorme de um homem tê-lo escrito. Os homens estão sendo desafiados a desenvolver este feminino.
Para quem desenvolveu muito o seu lado racional, sistêmico e formal, a leitura fica difícil nas primeiras páginas mas depois você é fisgado e continua a ler. Engraçado é ouvir alguém perguntando de que se trata o livro e você nao conseguir dizer de forma clara mas, mesmo assim, dizer que o livro exerce um encantamento em quem o lê.
Os educadores - principalmente, pais ou professores - deveriam ler. O livro convida ao convívio, à compreensão, ao respeito às crianças e adolescentes. Estimula a doação e o cuidado, sem reforçar o controle, a culpa, o medo ou a frustração. Há uma chamada no livro sobre o que é este trabalho que vale a pena transcrever: Uma visão da Psicologia, Psiquiatria e Pedagogia sobre a mulher mais famosa e desconhecida da História.
Sobre o que é ensinado, deixo aqui alguns pensamentos dele para que você possa ter uma idéia e também se encantar, para ler o livro todo: “Leve seus filhos e alunos, desde a mais tenra infância, a desenvolver a intuição. Conduza-os com paciência a enxergar as situações tensas por vários ângulos, a pensar em outras possibilidades diante dos fatos e, principalmente, a desenvolver a habilidade de refletir.”
Maria, a maior educadora da História – Augusto Cury. São Paulo. Editora Planeta do Brasil, 2007.
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