Ricos e sem curso superior.

Hoje o portal TERRA publicou notícia sobre o fato de metade dos 10 homens mais ricos do mundo, listados pela revista Forbes, não ter completado a faculdade. Falamos do co-fundador da Microsoft, de Bill Gates, do criador da Dell, Michael Dell, além de Paul Allen (Microsoft), Steve Jobs (Apple), Larry Ellison (Oracle) e Li Ka-Shing (o mais rico da Ásia). Com esta idéia, um instituto brasileiro, voltado ao empreendedorismo, criou a ESCOLA DA VIDA, onde as pessoas vão aprender a partir das experiências de bi e milionários brasileiros que não precisaram ir à escola para ficarem ricos. A Escola da Vida se baseará em gente como Samuel Klein (Casas Bahia), Abraham Kasisnky (Cofap), Alair Martins (fundador do Grupo Martins), Luiz Antônio Seabra (fundador da Natura e listado pela Forbes como um dos bilionários brasileiros) e outros. A idéia se tornará concreta em agosto mas é um conceito interessante: aprender com quem foi bem sucedido, e ensinar o que é prático para a vida real.

No mesmo dia, leio no blog The Bamboo Project, um post de dois de abril sobre o tema: O Preço de Aprender (The Price of Learning), onde a filha (Jessica) da autora (Michele Martin) do blog coloca um post sobre uma mesa redonda, da qual ela participou em março, e que contou com membros da diretoria da New York University  – NYU, onde ela estuda. Ali, Jéssica propôs uma questão ao Presidente da NYU: era alto o preço pago para estudar. Ela, como tantos outros estudantes (60% deles, segundo Jessica) estão endividados, além de trabalharem muito, sem conseguir saldar seus compromissos estudantis que só crescem. O referido Presidente, que poucos minutos antes, na mesa redonda, conclamava os estudantes a “seguirem sua paixão” (logicamente, fazendo um curso na NYU), respondeu laconicamente à sua pergunta sobre o endividamento crescente: “Bem, para estudantes na sua posição, eu tenho que realmente me perguntar se você pertence à NYU. A sua divida não vale estar aqui?”.

Dois momentos, uma realidade só. As universidades estão distantes da realidade. Seus líderes não entenderam que eles não irão ficar lá em cima de suas cadeiras de poder eternamente. Terão que baixar à terra uma hora e, então, será interessante ver o que respondem. Sexton, o tal Presidente, disse em uma situação na NYU, quando enfrentava críticas pesadas por causa de sua posição em relação a um determinado assunto: “”Do not expect the university to change its position this decade or next decade.” (“Não espere que a universidade mude sua posição nesta ou na próxima década”). Isto foi em 2006.

Uma amiga querida prognosticou para estes tempos bicudos: “você verá a roda grande passar por dentro da roda pequena”. Acredito nisso. Observo que o assunto “portais educacionais” (sobre o qual falaremos em congresso a ocorrer em maio próximo), os blogs educativos, o Congresso que ocorrerá em junho 2008, em São José dos Campos, sobre educação virtual, e tantas outras iniciativas, estão sinalizando, a plenos pulmões, que a educação está fugindo destes terrenos áridos chamados IES, onde pessoas lá de cima de seus cadeiras de espaldar alto, mal olham e ouvem os alunos. As universidades que descem à terra, e ouvem, estão sintonizando firmemente suas grades educacionais com o mercado de trabalho, as novas tecnologias e o novo mundo que está aí neste jovem milênio. As demais, ilhadas, continuam dizendo mecanicamente: não esperem que a universidade mude sua posição nesta ou na próxima década… Como diria minha outra amiga: então, tá!

Obs A ilustração não tem nada a ver com a reportagem do Terra. É apenas ilustrativa da informalidade do conceito aqui comentado.

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