Ser professor: um blog referência.

maternale2Se você quiser uma referência para se autoavaliar como educador ou pai de aluno(a), coloque em sua lista o blog Ser Professor, de Sofia Amorim. Formada em Letras, pela Unesp, em 2002, fez especialização sobre Educação em Valores Humanos, na Tailândia, em 2003, e Pedagogia na USP. Desde 2004 é professora e deu aulas tanto na rede pública como privada.

Sofia ali discute seu dia-a-dia, o problema com os alunos, as questões ligadas à escola de hoje, a relação com os pais e, enfim, suas dúvidas e acertos enquanto educadora. Como ela mesmo se define: “nasci já um ser professora”. Sente-se isto a cada post. É um ser humano comprometido com a educação e presa das armadilhas de um processo educacional cheio de desafios.

Ela se expõe. Não se coloca lá no alto como um “regente” e, sim, como um ser humano fazendo o melhor que pode, sem trilhas já conhecidas e com um mundo à sua frente, o mundo da educação de seres humanos.

A cada post, ela se revela e desvela segredos da vivência do educador que, dificilmente, veríamos alguém descrever com mais clareza, propriedade, sinceridade e verdade. Ela começou o blog outro dia mas já é um blog maduro e não é só para professores, é um blog também para os pais, pois eles ali percebem como o processo educacional demanda muito do professor e como ele precisa de nossa compreensão e suporte. Nós aqui do blog Educadores Urbanos não perdemos um post de Sofia. Experimente navegar em seu blog. Seu último post? “De como não sei elaborar avaliações.”  Precisa dizer mais?

serprofessor.wordpress.com

Ilustração: Escola Maternal – www.ecolefrancaisedeporto.com

Ponto de vista.

ponto de vista

Sítio arqueológico achado na construção de escola.

A chegada de um campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá, em Laranjal do Jari, no oeste do estado, já era uma novidade. A escola é a primeira da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica a chegar ao Amapá. Mas as obras de construção do campus trouxeram surpresas ainda maiores. Durante a terraplanagem do local, foi descoberto o maior sítio arqueológico do Amapá, segundo dados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A primeira fase da escavação revelou um cemitério indígena com 50 urnas funerárias, formada por vários vasos que, segundo os pesquisadores, podem datar de 1.200 anos atrás. Foram encontradas cerca de cem peças inteiras de cerâmica com desenhos de formas humanas e de animais, o que pode indicar que o local já abrigou uma grande aldeia.

A descoberta motivou várias mudanças como a formação de uma área de reserva geológica e a perspectiva de oferecer cursos de arqueologia, além de se montar um museu em Laranjal do Jari, proposta que ainda precisa ser estudada pelos órgãos competentes.

Além da mais recente descoberta, em Laranjal do Jari, o Amapá possui outros sítios arqueológicos. No município de Mazargão, no Sul do estado, foram encontradas, na região do Maracá, urnas funerárias com esqueletos e inscrições nas cabeceiras de um igarapé.  Na vila de Cunani, em Calçoene, no Nordeste do Amapá, as descobertas foram de túmulos com vasos funerários. Inscrições em rochas foram encontradas na região de Tracatajuba, no município de Ferreira Gomes, na região central. Outros sítios estão localizados no Rio Preto e na capital, Macapá. Alguns dos achados podem ser vistos no museu Emílio Goeldi, em Belém, no Pará.

Fonte: Boletim Em Questão – Secretaria Comunicação Social da Presidência da República. No. 838. 03 julho 2009.

O ato de ler parece mágico, mas não é.

Lá em casa tem livros, na escola também. Na biblioteca então, nem se fala. Mas estão empoeirados, esquecidos. Por quê? A situação que se apresenta hoje não é muito diferente a de alguns anos atrás. Quando estava na 5ª série, minha professora nos indicou (leia: mandou) a leitura de Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis. A única coisa que ficou guardada em minha memória foi a de me sentir uma analfabeta, pois oitenta por cento do que lia não entendia. Havia umas palavras complicadas que não faziam parte do universo cultural de uma garotinha de 11 anos. E saiba você que, na época, meu conhecimento vocabular, como o uso do pronome enclítico – peguem-no, socorram-me – era empregado também na oralidade. A prova disso está nos diálogos de desenhos animados Flintstone e Manda Chuva que passavam na televisão já naquela época. Para me livrar da obrigação e fazer jus ao dinheiro gasto por meus pais, eu pulava páginas, capítulos, corria para o final da obr a na tentativa de deduzir algo. Que desespero!

Hoje, apesar de o mercado livreiro oferecer uma variedade de gêneros mais condizentes com a faixa etária e interesse dos jovens, os livros continuam nas prateleiras. Vamos pensar sobre o assunto.

Uma das causas desta aparente falta de interesse reside no mesmo ponto em que eu, no meu tempo de infância, me deparei: vocabulário desconhecido.

Quando o leitor desconhece uma ou outra palavra pode inferi-la apoiando-se no contexto em que ela está inserida, mas quando são muitas… ah, só com orientação. Trocando em miúdos: você sabe o significado de condizente, deparar, residir, inserir e contexto, neste contexto? Pois é. Para você, leitor desta revista, deve ser baba, manero, mó boi, mas, para o jovem, essas palavras não fazem parte de seu universo cultural da mesma maneira que baba, manero e mó boi não fazem parte do universo cultural de um adulto.

Agora, vamos a outro ponto. Pegue um dos gibis de Maurício de Souza que tenha mais ou menos cinco anos e o dê a um pré-adolescente. Os temas tratados nas histórias são os mesmos vividos pelo consumidor da época: há referências a bandas, gírias, acontecimentos importantes como copa, nome de jogadores, de políticos que, passados cinco anos (e isso é muiiiiito tempo para um jovenzinho), nada disso tem sentido. A dificuldade, nesse caso, não é mais o desconhecimento do vocabulário, mas o conhecimento de mundo que chamamos de conhecimento prévio da situação retratada naquele contexto. E você pensou que dar aqueles gibis velhos de sua coleção faria de seu filho um letrado…, assim…, na maior! Hum! Não digo que seria nula a aprendizagem, mas que ele iria olhar para a sua cara com uma baita interrogação, ah isso iria!

Para que o nosso filho ou aluno não passe por essas dificuldades, pai ou professor pode abrir mão de algumas estratégias: ler com ele parando nos trechos que oferecem dificuldade de interpretação; buscar no dicionário palavras que ambos desconhecem e relacioná-las ao dia a dia; contar coisas sobre o momento descrito. Pai e filho, professor e aluno trocam experiências, ampliam seu universo cultural e passam a entender o modo como o outro vê (lê) determinada situação. Uma autêntica troca de experiências. Dá trabalho? Dá, mas o fruto colhido é muito gratificante. Tendo pai ou professor como leitor-modelo, estas estratégias ativadas durante a leitura poderão ser utilizadas quando o jovem estiver sozinho. E é isso que todos nós queremos formar, um leitor independente.

Texto de Grace de C.Gonçalves (gracegoncalves2004@yahoo.com.br) – Extraído do Jornal Virtual Profissão Mestre.

Um novo instrutor no mundo.

Obs Caso alguém necessite de tradução, basta nos solicitar e enviaremos o texto em português.

Plataforma Camões

A chamada Plataforma Camões permite, em Portugal, que toda a informação escolar possa ser arquivada num servidor para ser consultada por toda a comunidade educativa. O Centro de Estudo e Desenvolvimento Tecnológico da Plataforma Camões foi inaugurado neste final de junho pelo ministro da Economia.

Líbia, Moçambique, Arábia Saudita, Irã e Emirados Árabes Unidos são alguns dos países que já manifestaram interesse nas tecnologias comercializadas pela empresa que desenvolveu a Plataforma. Os governantes dos Emiratos Árabes Unidos se mostraram  “muito mais impressionados com o Magalhães e com a Plataforma Camões do que com os [produtos] apresentados pelos coreanos e japoneses”.

Utilizada nos computadores Magalhães, a plataforma Camões permite que toda a informação escolar possa ser arquivada num servidor para ser consultada por professores, encarregados de educação e ouros elementos da comunidade educativa. Facilita também a gestão de serviços como os relativos aos mapas de faltas, à distribuição de leite e ao funcionamento das cantinas, além de “diminuir barreiras físicas com o recurso da vídeo-conferência”, adianta fonte da Microfil. A empresa tem sede no município de Ovar, mas, com a abertura de um novo polo de atividade em Espinho, “inicia uma nova era da sua participação no desenvolvimento da Educação”. A afirmação é da comendadora Isabel Antunes, do Conselho de Administração da Microfil, que considera que a Plataforma Camões envolve “um processo de desenvolvimento que não tem fim”.

Fonte: Portugalnews

Obs. Leia também nosso post “E o computador de US$ 100?”, sobre a matéria.

Concurso para crianças até 9a série.

A FLIPORTINHO – Festa da Literatura Infantil de Porto de Galinhas (praia no litoral pernambucano) anualmente promove concursos literários para incentivar as crianças. Este ano resolveram inovar e transformaram o concurso para Histórias em Quadrinhos.

O concurso é aberto às crianças de todo o Brasil, cursando até a nona série e os trabalhos podem ser enviados pela Internet. Cada um pode inscrever trabalhos com até uma página (mas um mesmo autor pode enviar vários trabalhos) e os 60 melhores farão parte de um livro que será distribuído nas escolas. Os trabalhos vencedores também serão mostrados em uma exposição.

Os vencedores do concurso receberão laptops e a escola onde ele/ela estuda receberá um aparelho de DVD.

Como todos tem irmãos, sobrinhos, filhos, filhos de amigos ou de vizinhos que gostam de desenhar, estamos repassando a informação para quem se interessar. Alguns desses concorrentes de hoje serão profissionais no futuro e cabe a nós incentivá-los.

Inscrição e regulamento: http://www.fliportinho.blog.br/inscricao.php

Novo kit Educação, hoje. Para o rádio.

O 11o kit Educação saiu hoje. Ele é para o meio Rádio. Tem depoimentos da Regina Casé e Robrigo Lombardi, textos de 30″ sobre Direito a Transporte, Direito a Vaga e Educação de Qualidade. Uma entrevista com o Fernando Meirelles, feita pelo Gilberto Dimenstein, onde Meirelles fala sobre o filme Cidade de Deus e como foi feita a pesquisa do tema. “Cinema é uma excelente oportunidade de aprender.” (Fernando Meirelles).

Os demais kits já entregues versam sobre: Eleições Municipais de 2008, A Importância dos Pais na Educação; A Importância dos Professores; Balanço 2008 e Feliz 2009; Novos Prefeitos e Secretários; Volta às aulas; Educação Infantil; Participação da Comunidade; Abandono Escolar. Existem coisas “datadas” mas muita coisa interessante que pode ser aproveitada para informar, através de sua transmissão direta, ou como inspiração para produção de novos materiais.

Fonte: todos pelaeducacao.mccomunicacao.com.br/default.asp

Terra viva.

Um recurso interessantíssimo para você usar com seus alunos ou para os pais discutirem com seus filhos: o mapa pulsante do site Breathing Earth, que mostra quantas pessoas nascem e morrem no mundo a cada instante, assim como indica a população de cada país e as emissões de CO2, bastando colocar o cursor sobre o país.

Mostre para a criança ou discuta com o jovem sobre o dinamismo que se vê na Índia e na China.

Há regiões, como a Europa, que não consegue uma taxa de nascimento que cubra as mortes e, na região da África (Nigéria, por exemplo) e Ásia, não para de nascer gente.

http://www.breathingearth.net

Abra a porta, em alegria.

Uma história deveria nos animar, sempre que abríssemos a porta da sala de aula para iniciar nosso trabalho, ou ao entrar em nossa casa, no retorno diário ao lar. Veja lá:

Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumaralgumas coisas na sua fazenda.

O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil.

O pneu do seu carro furou.

A serra elétrica quebrou.

Cortou o dedo.

E ao final do dia, o seu carro não funcionou.

O homem que contratou o carpinteiro ofereceu uma carona para casa.

Durante o caminho, o carpinteiro não falou nada.

Quando chegaram a sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer a sua família.

Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou
junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos.

Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se.

Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso, e ele abraçou os seus filhos
e beijou a sua esposa.

Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro.

Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou:

- Porque você tocou na planta antes de entrar em casa ?

- Ah! esta é a minha Árvore dos Problemas. Eu sei que não posso evitar ter problemas
no meu trabalho, mas estes problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa.

- Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta Árvore quando chego em casa, e os pego no dia seguinte. E você quer saber de uma coisa? Toda manhã, quando eu volto  para buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior