Projetos na escola, sem a escola.

Pesquisa interessante do Instituto Desiderata merece ser lida pelas escolas, tanto gestores quanto educadores. Entre vários itens, está o fato de que 75% das chamadas parcerias com as escolas efetivamente desenvolvem projetos na escola e “mais da metade refere-se a ações com apenas parte dos alunos”. Mas a escola não é um todo, orgânico?

O que mais estimula reflexão é que “poucos projetos iniciam com um diagnóstico da rede de ensino ou da escola; em 60% dos casos, a escola não teve participação na elaboração do projeto”.

Admite-se que a escola educa e forma cidadãos autônomos e com visão crítica da realidade. Como é isso possível se não desenvolvem esta mesma capacidade nelas mesmas?

Gestores escolares deveriam discutir a pesquisa com os educadores e mesmo com os pais para definirem uma posição da escola sobre estas parcerias. Para quem deseja ler a pesquisa completa, acesse aqui:

http://www.gife.org.br/redegifeonline_noticias.php?codigo=8644&tamanhodetela=3&tipo=ns

ou aqui:

http://www.gife.org.br/conexao/PESQUISA_DESIDERATA.pdf

História e tratamento cultural

ussd8419Recentemente nos Estados Unidos, tive chance de ver um tributo aos Presidentes dos Estados Unidos produzido pela Disney Company em um de seus parques temáticos com o foco educacional e cultural. Nem é preciso dizer que a produção estava muito boa e a qualidade do roteiro excelente. Cada Presidente era mostrado em suas características pessoais, suas decisões, sua importância histórica. Cerca de dez minutos era dedicado a cada presidente. Era de impressionar como a platéia de norte-americanos adora seus Presidentes e os respeitam. Isto é um dado cultural que os distingue. Veja, por exemplo, como celebram seu 4 de julho, com pompa e circunstância.

Bem, em um determinado momento, comecei a me dar conta de que tinha curiosidade em ver como celebrariam o perfil do seu ex-Presidente George W. Bush, um caso complicado para quem fez o roteiro, certo? Até que chegou o momento. O roteirista teve uma senhora saída, esqueceu qualquer coisa pessoal do referido Presidente Bush, e começou a focar nas Torres Gêmeas, na ajuda que a população deu aos feridos, no papel dos bombeiros ao atender os resultados do ataque terrorista, o poder de renascimento do povo americano, tudo isso num vídeo-clipe com duração não superior a uns três minutos. Ou seja, saíram totalmente do enquadramento até então feito para os presidentes anteriores, deixando de falar de Bush, deixando de dar um tempo necessário para a análise crítica do telespectador, ou seja fugiram do foco, reduziram o tempo e conseguiram trazer a emoção à tona.

Daí me ocorreu que o final do documentário seria bem comprometido… Até que chegou o momento do final e vi que estes norte-americanos são mesmo produtores de primeira linha: colocaram já o Presidente Obama, falando extensivamente de seu perfil, de sua carreira, de sua família e assim por diante.

Saí com uma visão bem clara de que mesmo as coisas ruins podem ser bem maquiadas com o marketing e com uma boa produção. Assim como saí com a impressão de que, se a cultura lhe exige o respeito a um certo valor, a melhor saída acaba sendo evitar o confronto e não falar de algo que passou e que não foi tão bom. George W. Bush foi uma catástrofe inegável como presidente, contudo a força da população norte-americana através da solidariedade humana mostra uma qualidade inegável daquele povo. Pena que este poder de ressurgimento que eles possuem foi apenas a conseqüência de atos impensados e da arrogância de um estadista cego pelo capitalismo.

Na falta de um Presidente Superman, a alternativa do roteirista foi desviar a visão, sem cegar, apenas “girar” o expectador como para que eles pudessem ver a tragédia por outro ângulo, por outros heróis.

Ei, tire lá sua bike da garagem!

São Paulo acordou festivo neste domingo de sol. Avenidas ao redor do Ibirapuera abriam faixas exclusivas para o ciclista, em uma festa de gente e bikes que durou das 7 às 12h. Todo domingo você agora pode andar em pistas quase bem mantidas, retas, ao longo de avenidas arborizadas. Quer maior paraíso para celebrar a primavera que vem chegando? Pais e educadores, tirem suas bikes das garagens e vamos celebrar domingo de manhã, estes lindos dias que chegam.

Conserve o planeta. Ainda há tempo.

Tema para aula de Meio Ambiente.

Catamara feito com PET por um dos membros da expediçaoUma equipe de cientistas e ambientalistas partiu neste final de semana da cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, em busca do que alguns chamam de “A Ilha do Lixo” – um redemoinho de lixo no Oceano Pacífico formado por mais de seis milhões de toneladas de plástico.

A “ilha” também recebe outros nomes, como “Mancha de Lixo do Pacífico Norte” e “Pacific Vortex.” Ela flutua à deriva entre a Califórnia, nos Estados Unidos, e o Japão.

Lixo flutuante

O redemoinho foi descoberto em 1997 pelo oceanógrafo Charles Moore. Ele ignorou os alertas de não passar pela região, onde faltam ventos e correntes, e acabou descobrindo o acumulado de lixo.

Durante a viagem, o oceanógrafo encontrou pedaços de garrafas, sacos plásticos, seringas e uma variedade enorme de outros objetos de plástico em vários estados de conservação, já que, devido à ação do sol e dos ventos, o material se desintegra em fragmentos pequenos que flutuam durante anos, obedecendo às correntes marítimas.

O plástico tem origem na atividade no continente, principalmente nas áreas costeiras. O material também chega ao oceano por meio dos rios. Os ventos e as correntes empurram o plástico até o redemoinho no Pacífico Norte.

A desintegração do plástico em partículas microscópicas, algumas infinitamente menores do que um grão de areia, faz com que esta mancha, cujo tamanho é duas vezes maior que a superfície do Estado americano do Texas, seja quase impossível de ser localizada com radares ou tecnologia de satélite.

Sopa plástica

Ao sair em busca do redemoinho a equipe de cientistas e ambientalistas do Projeto Kasei desafia problemas como a localização imprecisa e a decisão do que fazer quando finalmente ficarem frente a frente com esta gigantesca coleção de lixo.

A expedição visa estudar a composição desta “sopa plástica” (outro apelido que recebeu a “ilha”), o nível tóxico de seus componentes, seu efeito sobre a vida marinha e seu papel na cadeia alimentar.

O líder do projeto, Doug Woodring, explicou à BBC que o mais difícil será coletar amostras sem capturar espécies marinhas.

“Teremos que utilizar tecnologias diferentes, dependendo do volume de resíduos por quilômetros quadrado. Também contamos com redes de tamanhos diferentes”, afirmou.

“A ideia é, primeiro analisar do que se trata e, depois, discutir a melhor maneira de lidar com ela (a “ilha de lixo”)”, acrescentou Woodring, que acredita que uma alternativa seria “transformar o lixo em diesel combustível”.

Água de ninguém

Apesar de a “ilha” ter sido descoberta há mais de uma década, ninguém até o momento tomou medidas para resolver o problema. Para Woodring, no entanto, este fato não é surpreendente.

“O problema principal é que (a “ilha de lixo”) está em águas internacionais. Ninguém passa pelo local, não está nas principais rotas comerciais, não está sob nenhuma jurisdição e o público não sabe de sua existência”, afirmou.

“Por isso, nenhum governo é pressionado, nenhuma instituição é pressionada a resolver este problema. É um pouco parecido com o que acontece com o lixo espacial”, acrescentou.

Plástico na cadeia alimentar

Apesar de este gigantesco depósito de lixo estar a uma distância relativamente “cômoda”, as consequências de sua existência afetam a todos.

Os peixes pequenos, por exemplo, confundem as partículas plásticas com alimentos. Muitos morrem depois de ingerir estes fragmentos, que também agem como esponjas, absorvendo substâncias tóxicas e metais pesados.

Mas, outros peixes sobrevivem e, quando são ingeridos por animais maiores, transformam o plástico em parte da cadeia alimentar.

Dois barcos participam da expedição, o Kaisei e o New Horizon, e eles voltarão à costa dentro de um mês. Quem quiser acompanhar as descobertas realizadas durante a expedição pode acessar a página do projeto na internet em www.projectkaisei.org.

Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br

Imagem: Catamarã feito de PET por um dos membros da expedição.

Fale de dinheiro com os adolescentes.

moedasUm áudio muito interessante, do Mauro Halfeld, da CBN, sobre como se pode falar com os adolescentes sobre dinheiro e administração das finanças. Ouça lá!

Como falar sobre dinheiro com os adolescentes?

Depois que ouvir, pense também em como poder falar com eles sobre a energia do dinheiro, que deve fluir, não ser concentrada e presa, e deve estar a serviço do bem e da humanidade.

Compare a gripe comum com a gripe A.

gripe-suinaEnquanto aproveita as férias escolares prolongadas, procure analisar as diferenças entre a gripe comum e a gripe A para que possa orientar melhor seus alunos e filhos.

Cartilha dos orgânicos.

alimentos_organicos03Um trabalho muito interessante para discutir com a meninada a questão da alimentação é a Cartilha dos Orgânicos, ilustrada pelo Ziraldo.

A regulamentação dos orgânicos pelo Governo teve sua primeira fase concluída agora em maio de 2009. Os produtores tem até dezembro de 2009 para se adequarem às regras do marco regulatório definido, podendo então informar ao mercado que seu produto é realmente orgânico.

Clique nos links abaixo e faça o download pois realmente vale a pena utilizar estes materiais em sua aula sobre alimentos e meio ambiente:

http://www.aba-agroecologia.org.br

e

www.mda.gov.br

Que chuva esta noite, hein!

São Paulo teve um chuvão esta noite com direito a granizo mas também a arco-íris. Nuvens carregadas prometem um dia daqueles. Que tal conversar com as crianças sobre o tempo?

granizo Talvez o que mais tenha deixado as pessoas apreensivas seja o granizo cujas partículas podem ter de 5mm até o tamanho de uma laranja. Quem não tem na família histórias de casas cujo teto desabou por causa de granizo? Como se forma o granizo? O vapor de água que sobe da Terra vai acima da linha de zero grau, congelando até ter o peso para cair de volta à Terra. Se um avião passa no meio da nuvem assim carregada, ele corre riscos pois o impacto de cada pedrinha pode comprometer a velocidade.

invernoDiscuta com as crianças sobre as estações. Elas tem hora para começar mas não são coisas estanques. O inverno começou às 2h45 do dia 21 de junho e, de lá para cá, tem variado as temperaturas, com dias de sol até forte, e muito frio em outros momentos. As chuvas também compõem o cenário do inverno. A hora de início da estação de inverno mostra o momento em que nosso hemisfério começa a receber menor radiação do sol, fazendo a meteorologia mudar.

Faça a meninada lembrar de outros invernos para que comecem a se dar conta de que as coisas estão mudando no planeta. Mas não deixe de dizer-lhes sobre o El Niño, que é o aquecimento das águas do pacífico equatorial, e que vem influenciando o inverno, trazendo frio mais ameno. Os efeitos mais fortes do El Niño foram registrados em 1983, sentidos aqui no Sul do Brasil, além de outras regiões do mundo, com vários mortos. Leia no Wikipedia sobre El Niño para melhor discutir com os filhos como ele se forma.

Em processo de formação, o El Niño deverá estar configurado no fim do inverno e início da primavera e só perderá força em janeiro de 2010. Até lá vamos ver várias mudanças no clima por sua causa. Por isso esta discussão sobre o granizo de hoje é importante – pode trazer uma consciência do efeito de um fenômeno que se estenderá por vários meses ainda, principalmente com relação a chuvas.

Ilustração: Climatempo

Marketing e realidade na tecnologia.

Líamos hoje sobre uma campanha massiva que a AT&T  lançou em 1993, ou seja, há 16 anos atrás (vídeo abaixo). Falava de inúmeros recursos que a tecnologia iria colocar à nossa disposição. Seu slogan era YOU WILL. O vídeo está em inglês mas os recursos são tão maravilhosos que você nem precisará de tradução pois imediatamente os reconhecerá pois foram midiatizados através de filmes e outros produtos: leitura de livros on-line, GPS, enviar fax da praia, pagar pedágio sem parar, abrir portas com o som da voz, participar de uma reunião da praia, com os pés descalços, aprender à distância…

Bem, a questão é: quanto disso virou parte de seu dia-a-dia nestes quase vinte anos? A pergunta gera uma reflexão interessante que vai desde o quanto o marketing inventa coisas que não são tão verdadeiras assim até quantas coisas maravilhosas até existem mas são de uma elite, de pessoas ou de países. Os filmes da campanha são perfeitos para uma terceira reflexão sobre o tema: como é maravilhoso o engenho humano ao usar a inteligência para criar.

Experimente usar o vídeo para ver se os seus alunos (ou filhos) conseguem abstrair-se da terceira reflexão e enxergar também as duas primeiras, e outras que lhe ocorrerem.